Professora Tânia Gaspar participa no programa "Conversa ímpar", do jornal "Público".

Autor: Rita Neto Marques/quinta-feira, 9 de setembro de 2021/Categorias: Notícias, CLISSIS, IPCE

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A Prof.ª Doutora Tânia Gaspar, directora do Instituto de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Lusíada e investigadora do Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social e Intervenção Social (CLISSIS), foi uma das convidadas do programa "Conversa ímpar", do jornal "Público", transmitido no dia 8 de Setembro de 2021 e subordinado ao tema do regresso à escola e ao trabalho.

A Professora Tânia Gaspar começou por distinguir os vários tipos de situações que se têm verificado nos adultos, no contexto de pandemia: profissionais que estiveram sempre a trabalhar presencialmente, profissionais que estiveram sempre em teletrabalho, profissionais que experienciaram ambos os regimes e pessoas que ficaram desempregadas. Referiu que, em face do que ocorreu em termos emocionais, as pessoas tiveram de se adaptar em termos profissionais e de se reinventar, perante tão grande desafio, quer na forma de trabalho em equipa, quer no desenvolvimento de competências, realçando que houve situações de maior dificuldade, por diversos motivos, mas que, por exemplo, há pessoas que pretendem permanecer em teletrabalho, em tempo parcial ou integral. Com efeito, no processo de adaptação, constatou-se uma dinamização de novas formas de trabalhar.



Ilustração – Registo vídeo do programa.


Assim, no momento em que se dá o regresso ao trabalho, segundo a Professora Tânia Gaspar, o profissional deverá fazer uma reflexão e preparar o seu regresso, sendo fundamental existir sensibilidade, por parte das entidades empregadoras, pois, se, por um lado, há pessoas que se encontram bem, por outro lado, outras poderão necessitar de mais tempo, dado que esta realidade foi vivida de formas diferentes e o processo poderá ter de ser progressivo, existindo organizações em que as equipas em espelho ou regime misto permanecerão, por terem benefícios para ambas as partes.

A docente referiu, igualmente, a necessidade de autocuidado, ou seja, pensar no bem-estar, no tempo de lazer, na alimentação, no exercício físico, etc., por forma a que o trabalho não invada completamente a esfera pessoal e familiar, estabelecendo-se, deste modo, um equilíbrio.

No que respeita aos jovens que terminaram a sua formação e pretendem ingressar no mercado de trabalho, a Professora Tânia Gaspar adianta que tem sido um processo complexo e que é fundamental existir um maior cuidado por parte das organizações.

O suporte social, a necessidade de apoio profissional em situações de maior dificuldade, o autoconhecimento e a importância de as organizações efectuarem uma avaliação, implementarem medidas de bem-estar e fazerem pontos de situação foram outras realidades abordadas pela docente.

No programa, com apresentação e moderação da jornalista Bárbara Wong, estiveram, também, presentes a Mestre Filipa Jardim da Silva, psicóloga clínica, e a Dr.ª Catarina Raminhos, autora.

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Fotografia do banner: © Fundação Minerva • Jorge Lopes Carvalho, 2021.
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