ULL debate Orçamento de Estado para 2012

Autor: Helder da Rocha Machado/segunda-feira, 5 de dezembro de 2011/Categorias: Notícias

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ULL debate Orçamento de Estado para 2012

A Universidade Lusíada de Lisboa (ULL), através da Faculdade de Ciências da Economia e da Empresa (FCEE) e do Núcleo de Estudantes de Economia, promoveu, no dia 5 de Dezembro de 2011, a Conferência intitulada "O Orçamento de Estado para 2012 e os desafios para Portugal no contexto da crise das dívidas soberanas na Europa".

O primeiro orador a usar da palavra foi o Mestre Helder Manuel Gomes dos Reis, Subdirector-Geral do GPEARI - Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério da Finanças e professor da FCEE, que deu a conhecer, ao pormenor, e numa linguagem simples, as linhas gerais de orientação da política orçamental contidas no Orçamento de Estado para 2012 (OE 2012). Começou por fazer o enquadramento do mesmo, tendo em conta as condicionantes actuais do país, a que se seguiu a descrição das medidas de consolidação orçamental. Abordou, também, o cenário macroeconómico, os resultados orçamentais para 2012, tendo em conta o défice e a dívida, e referiu os riscos do não cumprimento do OE 2012.

Seguiram-se as palavras do Prof. Doutor João Luís Correia Duque, Presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, que falou do tema "A crise das dívidas soberanas e o papel dos mercados financeiros internacionais". Este responsável começou por lembrar aos presentes a origem da crise económica, referindo a actual situação dos países da Zona Euro, e tentou "prever o futuro" tendo perspectivado duas hipóteses: uma, a emissão de Eurobonds; outra, a desagregação da Europa. Na sua opinião, a crise que se vive actualmente na Europa só será ultrapassada com a aposta numa integração europeia mais profunda.

Por último, usou da palavra o Prof. Dr. António José de Castro Bagão Félix, Professor Catedrático convidado da ULL, com o tema "A consolidação orçamental e o crescimento económico: é possível compatibilizar?". Sobre esta temática, o docente lembrou que o OE 2012 "[...] é um orçamento que resulta de uma necessidade absoluta do Estado e de uma crise de soberania nacional. A margem de manobra deste Governo é muito pequena. Se excluirmos o peso dos juros, o saldo deste orçamento é positivo, mas se somarmos esses juros, o seu peso é brutal".

Refira-se que os trabalhos foram moderados pelo Prof. Doutor Mário Caldeira Dias, Director da FCEE.

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