Os Espacialistas na Cidade Europeia do Vinho 2018 – Torres Vedras / Alenquer.

Autor: Jorge Carvalho/segunda-feira, 30 de julho de 2018/Categorias: Notícias, FAA

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No dia 29 de Julho de 2018, às 11H00, o colectivo arquitectónico Os Espacialistas, criado há 10 anos em contexto de encontro académico, e com residência artística  na Universidade Lusíada  –  L.AR, Laboratório de Arquitectura e Arte – inaugurou o projecto VIDE no Instituto do Vinho e da Vinha de Torres Vedras (IVV), uma vez mais apresentando uma síntese dos conteúdos arquitectónicos, artísticos, educativos e lúdicos ensaiados no L.AR. A proposta integra o "Circuito de Arte no Espaço Público – 10.10.10. Arte entre Cidades", com curadoria de Gabriela Raposo, no âmbito da distinção Cidade Europeia do Vinho 2018 – Torres Vedras e Alenquer, a visitar até 31 de Dezembro de 2018.

A programação artística deste projecto intermunicipal, que tem como objectivo a promoção dos vinhos da região de Lisboa, irá unir simbolicamente Torres Vedras e Alenquer através da arte contemporânea, estendendo um convite às populações para circularem pelo território, onde, no circuito da Estrada Nacional 9, se irão encontrar, de 10 em 10 km, trabalhos desenvolvido por diversos artistas.

No ano em que se celebra o Ano Europeu do Património Cultural, ao qual se junta a referida distinção destes dois territórios, o VIDE do colectivo Os Espacialistas explora, assim, a relação entre as artes e o património.



Segundo os autores, "VIDE é um projecto de re(h)abilitação artística e arquitectónica que transforma a cabine e o tabuleiro da balança de pesagem das uvas, situada no largo de entrada do IVV de Torres Vedras, numa caixa métrica do vinho, enquanto lugar performativo de experimentação e encontros a diferentes escalas; onde a arte se in(ve)stiga com a arquitectura, a história com a experiência estética contemporânea e a imaginação da memória com o jogo e a educação; onde o vinho – o leite dos pobres – é o principal material de construção e os espaços recipientes a ele associados – co(r)po, garrafa, depósito – pesam o vazio deixado pela desactivação dos espaços envolventes, dão corpo à obra lúdica, lúcida e embriagada a construir e reflectem a memória do museu do vinho adiado desde 1940, que aparecerá no lugar da balança sob a forma de "Petit Cabanon du Vide", enquanto miniaturização consciente da grandeza da paisagem torriense". (Os Espacialistas (2018) - Os Espacialistas na apanha do vazio.)

Contributo de: Madalena Folgado Costa
Imagem de: Os Espacialistas

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